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Tabajara Ruas | 1997


“Toda criação é um mistério, já se sabe. Mas, e quando a criação são vários mistérios que se bifurcam? Quando esses mistérios formam outros, mais enigmáticos, mais exasperantes, mais envolventes e mais detonadores? Quando formam corredores esquivos, pequenos paços, quartos sem saída e súbitas janelas para um mar dourado? Bem, então sabemos que estamos lidando com a criação de Liana Timm. Não há mistério nisso: o labirinto de Creta foi planejado por um arquiteto, Dédalo, o melancólico, que seguramente buscava alguma coisa ou queria dizer alguma coisa. LIANA TIMM arquiteta da estirpe de Dédalo, busca alguma coisa e quer dizer alguma coisa enquanto tece seu labirinto. A artista plástica LIANA T IMM é excessiva, nervosa, plena de cores espalhadas por um vento mágico e incontrolável.
Seus pássaros, seus navios, seus homens e mulheres, suas catedrais, cadeiras e anzóis e florestas e ruas e lampiões são dúbios nas cores que gritam e sussurram, espalham-se no papel, na tela, onde for, impulsionadas por esse vento, cujo sílvido às vezes assusta, mas ao tocar o rosto (a alma?) consola. (…) Com LIANA TIMM,o pensamento invade o reino.”



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