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Sérigio Napp | 1989


A POESIA DE LIANA TIM MERECE

Poesia, no que eu a entendo, é absolutamente mágica quando sepropõe a descobrir e revelar o que há por trás das palavras, o sentido não convencional, a tessitura nãp explícita, a dureza nunca vista. Ao mesmo tempo, extremamente léudica, nauqela de repartit, recortar, reinventar a pakavra (mais uma vez), buscando seu significado íntimo, a surpresa do seu interior. E não uso mais adjetivos, e mais ainda os grandiloquentes, por uqe a boa técnica (e os técnicos e teóricos) sempre me ensinaram que à boa poesia não cabe adjetivos (mesmo os bons) e eu próprio aprendi com o tempo, a leitura, a prática e o respeito que a ela devo, que poesia não se define, não se explica, poesia se sente.

De Liana Timm, conhecia o lado “plástico” e não o lado “poeta”- se bem que todo artista, no final das contas, é sempre um poeta, às vezes enrustido, mesmo não trabalhando a palavra, mesmo utilizando-se de outras técnicas. Portanto, o fato dela escrever não surpreende. Surpreendeu-me, isto sim; a maneira do seu escrever, pois demonstra domínio e segurança. E ao fazê-lo revela amágica e o lúdico acima referido.

“Eu quero mais. sair da pele e perpassar fronteiras”.

Não basta querer, intuir, necessário saber fazê-lo. Não sou crítico, nem me atrevo a tanto, simples leitor, atento e voraz. E a este leitor, apoesia de Liana convenceu.

“Certos mares não devem ser vasculhados em lua cheia”.

A poesia de Liana Timm merece.



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